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Mostra Literária 2013 - EFII   Clique para abrir as notas sobre este documento.   18/05/12
 
 

6° Ano

 
Vida vivida
 
O sexto ano iniciou seu trabalho pensando sobre a sua história pessoal e familiar. Em português, começamos a ler o livro "O menino no espelho", onde o autor, Fernando Sabino, narra as aventuras e memórias de sua infância.
 
Começamos a perceber que parte dessas memórias, no entanto, não poderiam ter sido realmente vividas, pois o menino Fernando fica invisível, voa, ganha poderes mágicos... Começou uma discussão: na literatura podemos contar o que não aconteceu? Qual a diferença entre a escrita "histórica" e a "literária"? Daí surgiu a ideia de fazermos um projeto juntando literatura e história: cada aluno escreveria sua biografia vivida, mas também sua biografia inventada.
 
A biografia vivida foi escrita nas aulas de história, baseada nos fatos relatados pelos parentes e pelas memórias de cada um. A classe descobriu, por exemplo, que quase todos os avós viveram em casas, enquanto hoje a maioria vive em apartamentos, e o quanto mudanças de cidades sempre marcam as vidas, em todas as gerações.
 
Nas aulas de português, enquanto líamos e discutíamos as experiências de Fernando, fomos criando aventuras paralelas às "vidas vividas" e, assim, a classe foi descobrindo que o "eu" da literatura não só não é idêntico ao "eu" do autor, como também pode ser e viver aquilo que o autor quiser. Uns se atrelaram às experiências reais, pincelando-as com aventuras criadas, seguindo o modelo do livro, outros partiram imediatamente para a pura criação e nesses a vida inventada tornou-se uma história de ficção.
 
O engraçado foi quando nós mesmos não sabíamos o que era vivido e o que era inventado! Vivido, inventado, sonhado, acontecido, o bacana é que somos formados por histórias, fictícias e reais! É possível um historiador contar tudo de uma vida? O que ele seleciona para contar e o que prefere omitir? A vida vivida também tem ares de vida inventada?
 
Mauricio Ferreira Freitas e Luana Chnaiderman de Almeida são professores de História e Português do Colégio Equipe
 
 

7° Ano

 
­­­Monstruários
 
Este é um trabalho sobre medos, um trabalho de invenção e pesquisa. A base de inspiração deste trabalho foi o livro Monstruário, de Mário Corso, um inventário de entidades imaginárias e mitos brasileiros. Cada aluno pesquisou sobre monstros lendários, da infância, de filmes, e também inventou seus monstros pessoais.
 
O resultado foi uma minienciclopédia pessoal de monstros: "O Monstruário".
 
Apresentamos, aqui, alguns dos verbetes! 

Heróis
 
O que faz de um herói, um herói? Quem e quais são nossos heróis? O que um herói diz sobre o povo que o venera? Quais são as principais características de um verdadeiro herói?
 
Todas essas questões foram discutidas pelos alunos e alunas no 7º ano. Resultado de toda a discussão: a criação de heróis, aqui sintetizada em cartazes. Boa leitura!
 
 

8° Ano

 
Sobre os textos
 
A palavra 'texto' vem do latim teccere (construir, tecer), cujo particípio passado, textus também era usado como substantivo, e significava 'maneira de tecer', ou 'coisa tecida' e, ainda mais tarde, 'estrutura'.
 
Escrever um texto é como tecer: há uma trama de fios (as palavras) que são cruzados, entremeados, enlaçados para que formem um tecido repleto de significados. A construção do tecido é feita a partir dessa trama, que também é o que estrutura um bom texto em prosa. O tecido abriga, protege, aquece, mostra quem somos. Os tecidos dos povos são sua cultura e expressam seus modos de ser e viver. O mesmo ocorre com os textos.
 
Como as tramas do tecido, são infinitas as tramas dos textos, e as palavras, assim como os fios, têm suas regras de aproximação e repulsão, regras de uso, de forma, de adequação, coesão e coerência. Assim como os fios, as palavras se embaralham, e podem construir textos frágeis, cheios de buracos ou nós aparentes.
 
Optamos, neste trabalho com os textos dos alunos, deixar exposta a urdidura de suas tramas, inclusive com os tropeços eventuais e iniciais que fazem parte do trabalho de qualquer tecelão, isso ocorreu especialmente nos blogs, onde os textos eram expostos quase à queima roupa, mas permanece acontecendo agora, no papel. A revisão faz parte do trabalho de qualquer escritor, e a ideia é que este processo fique bastante evidenciado por aqui, pois trata-se de uma experiência de ensino-aprendizagem.
 
Os alunos enviaram seus textos ao Pedro, corrigiram, postaram seus textos em seus blogs, e em cada blog tivemos a oportunidade de conhecer um pouco do olhar de cronista de cada um.
 
Após isso, eu e o Pedro revisamos, comentamos, corrigimos os textos que estavam no ar. Muitos participaram da troca,  e criou-se uma rede:  alunos, famílias e professores liam os textos uns dos outros, e essa comunidade tecelã criou uma cultura, uma tessitura cronista.  Isso aconteceu através das caixas de comentários, das conversas nas casas, nas ruas e em classe. Muitos textos foram aprimorados, pois o blog também permite a constante correção, muitos se descobriram cronistas, muitos enfrentaram suas dificuldades com o gênero, com a exposição da internet, discutimos questões éticas e morais que a internet nos traz.
 
A composição da escrita é bastante trabalhosa, e requer muito cuidado e tempo. Se nos blogs expusemos o processo, aqui expomos o final de nossa tecelagem.  Isso, ao nosso ver, também faz parte do processo educativo e se a internet proporciona muito diálogo, abertura e felicidades, o livro ainda guarda seus mistérios segredos e mesmo sua razão de ser.

Luana Chnaiderman de Almeida e Pedro Carvalho Santos.
 
Para continuar acompanhando a produção dos alunos ou simplesmente visitar os blogs, vá para: http://lululeitora.blogspot.com/ e bom passeio!!
 
 

9° Ano

 
A linguagem poética, a reinvenção da linguagem.
 
Nas aulas de Português, os alunos do 9º ano foram apresentados ao movimento surrealista e às suas experiências de composição poética. Apostou-se no imaginário como poder central do espírito criativo, de onde poderia nascer, como queriam os surrealistas, uma vida-em-poesia. Essa aposta estendeu-se às aulas de Teatro e de Música. No Teatro, a turma transpôs os conceitos apreendidos em "flash mobs". Trabalhamos a escrita automática, que procura suspender o controle da razão e do gosto, para ver o que se criava. Através de colagens, reunimos elementos díspares em ambientes não familiares, como a máquina de escrever e o guarda-chuva, que faziam amor na mesa de operações.
 
Vimos quadros surrealistas e investigamos a linguagem do sonho, como uma linguagem poética, com seus deslocamentos, condensações e simbolismos. O Pedro nos deu aulas sobre Freud, o inconsciente e a formação dos sonhos.
 
Cada aluno, então, criou obras com narrativas sonhadas ou inventadas, que deveriam trabalhar na chave surrealista.
 
Fomos então estudar as palavras e seu poder de expressão, e nos deparamos com uma de suas formas de uso mais antigas e expressivas: a metáfora. Ao ser usada, metaforicamente retira-se da palavra seu uso primeiro, convencional (denotativo) e ela é transportada para um novo campo de significação. Assim, os famosos olhos de ressaca de Capitu não significam que a menina exagerou na bebida, mas sim que seus olhos têm a mesma força atrativa e mortal de um mar de ressaca, cujas ondas avassaladoras carregam consigo tudo o que podem alcançar.
 
Começamos a brincar, então, com  a reinvenção dos significados das palavras. O que é amora, senão o contrário o aroma? E o que é sossego? Na reinvenção das palavras, atentamos para sua sonoridade, forma, pensamos como se constroem significados e até afirmamos um pouco mais nossa identidade, pois existir é fazer e refazer, a cada dia, nosso dicionário pessoalíssimo.
 
Então, aqui apresentamos, em uma grande nuvem festiva, as palavras-ônibus criadas pelos alunos e alunas do 9º ano. Palavras que te levam para onde você deseja ir.
 
Boa viagem!!
 
Luana Chnaiderman de Almeida

 

Convite de abertura        Introdução

Educação Infantil

Ensino Fundamental I

Ensino Fundamental II

 

Autor: Colégio Equipe
 
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